Budapeste, 1891 — Düsseldorf, Alemanha, 1977

 

Maestro, diretor de orquestra

 

Nascido numa família judia húngara, Jenö (em alemão Eugen) estudou música com o pai, conceituado pianista, e se aperfeiçoou na Academia de Música de sua cidade natal. Construiu uma carreira de sucesso na Europa Central e em 1911 já era regente do Deutsches Landestheater, em Praga; dirigiu depois a Ópera Popular de Budapeste, o Mozarteum de Salzburg e o Teatro de Altenburg, na Turíngia. Em 1920 foi nomeado diretor musical em Frankfurt e depois na Ópera Popular de Berlim, assumindo a batuta em Colônia de 1924 a 1933. Destacou-se então como introdutor da música contemporânea e em especial de Béla Bártok, considerados pelos nazistas como “degenerados”.

 

Com a ascensão de Hitler, foi obrigado a deixar a Alemanha. Regeu em Moscou a estreia da 1ª Sinfonia de Aram Katchaturian, em 1935, e transferiu-se depois para a Argentina, onde dirigiu uma temporada lírica do Teatro Colón. Apresentando-se no Brasil com a companhia platina, foi convidado a se estabelecer no país. Foi diretor artístico e regente-titular da OSB, Orquestra Sinfônica Brasileira, desde sua estreia em agosto de 1940 até 1948, quando retornou à Alemanha para dar prosseguimento à sua carreira em Mannheim, Tel Aviv e Düsseldorf. Não há registros de relações de Zweig com Szenkar antes de 1940. Com toda a certeza conheceram-se no Brasil.

 

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